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Como o carvalho

Todas as vezes que nos deparamos com problemas em nossa vida, observamos o quanto somos frágeis.
As alegrias se vão e só fica a verdade de que somos impotentes para lidar com adversidades que surgem no decorrer de nossa existência.
Deus nos deixa lições interessantes em sua criação para nos mostrar o contrário, que o homem foi criado forte e que essa força é sempre adquirida e absorvida dessas situações adversas.
Você conhece uma árvore chamada CARVALHO?
Pois é, essa árvore é usada pelos botânicos e geólogos como um medidor de catástrofes naturais do ambiente.
Quando querem saber o índice de temporais e tempestades ocorridas numa determinada floresta, eles observam logo o carvalho (existindo no local, é claro), que naturalmente é a árvore que mais absorve as consequências temporais.
Quanto mais temporais e tempestades o carvalho enfrenta, mais forte ele fica!
Suas raízes naturalmente se aprofundam mais na terra e seu caule se torna mais robusto, sendo impossível uma tempestade arrancá-lo do solo ou derrubá-lo!
Mas não pense que os cientistas precisam fazer essas análises todas para saber isso! Basta apenas eles olharem para o carvalho.
Por absorver as consequências das tempestades, a robusta árvore assume uma aparência disforme, como se realmente tivesse feito muita força.
Muitas vezes uma aparência triste!
Cada tempestade para um carvalho é mais um desafio a ser vencido e não uma ameaça!
Numa grande tempestade, muitas árvores são arrancadas, mas o carvalho permanece firme!
Assim somos nós.
Devemos tirar proveito das situações contrárias à nossa vida e ficar mais fortes!
Um pouco marcados. Muitas vezes com aparência abatida, mas fortes!!!
Com raízes bem firmes e profundas na terra!


Autor desconhecido

Pedras, tantas e tão variadas!



"Assim como as pedras são polidas pelo atrito, as provações tornam o homem brilhante."
 Provérbio Indiano
 

 Ao longo das minhas jornadas
 Caminhando, vou pensando…
 Em tantas e tão variadas,
 As pedras que vou encontrando!
 Pedras miúdas, grandes, enormes
 Redondas, bicudas, disformes
 Estáticos rochedos, pedregulhos
 Pedras de tropeço e de entulhos…

 Pedras duras, frias, geladas
 Escondidas em tantos corações
 Pedras polidas das calçadas
 Gastas pelo inverno das erosões!
 Pedras robustas, sisudas, altivas
 Pedras que servem de pilar
 Pedras mudas, pedras vivas
 Pedras lapidadas para o altar!

 Pedras, rocha firme de salvação
 Pedras que procuro no caminhar…
 Pedras abençoadas, de construção
 Pedras grandiosas, esculpidas para admirar!
 Pedras de sonhos belos
 Pedras branquinhas lisas ou toscas
 Pedras, fortaleza de grandes castelos!
 Pérolas saídas das ostras!

 Pedras preciosas reluzentes
 Pedras de ostentação e de beleza
 Pedras, brilhantes da natureza
 Como as almas puras e transparentes…
 Pedras, tantas e tão variadas
 As pedras que vou encontrando,
 Pedras que me são atiradas
 Pedras que vou apanhando!...

 São as pedras que fazem o caminho!
 Por onde quero andar...
 Pedras que são o meu chão
 Pedras que levam à perfeição!
 
 
 
 

O que há de novo hoje?



Questiono todas as manhãs a árvore que está de fronte da janela da sala:
"O que há de novo hoje?"
A resposta vem sem demora, dada em uníssono por centenas de folhas:
"Tudo".
(Christian Bobin)



Faz de cada dia um constante recomeço…
Escreve cada dia no livro da vida as mais lindas palavras: inventa, busca conhecer, inova, arrisca, chora (se for preciso), ri, sorri, canta, dança, (a vida tem muitos ritmos), toma um banho de chuva, de chuveiro, de areia, na piscina e no mar… ao menos uma vez na vida, faz planos e realiza-os, lembra-te sempre dos ensinamentos dos teus pais quando eras ainda uma criança, não desacredites da sua capacidade, não dês atenção às invejas, aos ciúmes, às fofoquices… sê paciente e sobretudo não deixes de intervir quando é necessário...


Nem sempre vemos...


Há dias entrei num local, onde vou algumas vezes. E curiosamente reparei na seguinte frase exposta na parede:

"Nunca se é demasiado velho para se CRESCER!"

Não mencionava o autor. Mas o facto é que a fixei e até concordo, acho que é mesmo assim. Nunca se é demasiado velho… Olho a minha mãe com 94 anos e não a considero velha. Ela gosta de estar a par de tudo, embora não saia muito de casa, pergunta como estão a decorrer as coisas: animais, plantas e pessoas… tudo o que lhe está próximo… assim se cresce!...  

Mês dedicado a Maria

Maria é a mulher e Mãe, exemplo em quem podemos reconhecer

o sentido da vida entendida como “dom”.

Na fidelidade ao seu sim, na simplicidade do seu viver,

na pureza da sua vida, na fortaleza da sua esperança,

na humildade do seu amor, na radicalidade do seu desprendimento,

na coragem da sua entrega, ela aceita na gratuitidade

ser a Mãe de Jesus. Abraça esta missão porque entende

que a Vida é dom de Deus, um presente inigualável

que Ele lhe oferece e oferece a cada mulher

que tem a felicidade de conceber.

A partir do momento em que, como Maria,

aceitamos a Vida como um dom, facilmente encontramos a força

e a coragem necessárias para criar e educar essa vida,

um ser humano, futuro homem ou mulher de amanhã,

educando pelo exemplo e modelo que é o seio da Família de Nazaré,

exemplo para todas as famílias.


Eis a serva do Senhor,



faça-se em mim




segundo a tua palavra”.




Estar com Maria é agarrar com alegria o desafio da
disponibilidade para o serviço fiel a Jesus
.

Quando não há ofensa






O homem aproximou-se do espinheiro.
Ergueu a mão para o tocar
e um "ai!" de dor brotou dos seus lábios.
Um rubi de sangue brilhou no seu dedo.
O homem limpou o sangue e disse fitando o espinheiro:
- Eu perdoo-te!
Admirei e louvei dentro de mim
aquele homem que possuía o doce dom de perdoar.

E aconteceu que veio outro homem.
Parou junto ao espinheiro,
ergueu a mão para o tocar, e o espinho feriu-o.
Mas o homem limpou em silêncio a ferida,
contemplou com amor o espinheiro,
e "não" disse "Eu perdoo-te!".
Tive, então, este pensamento:
"O primeiro homem era um santo: sabia perdoar! Este outro não sabe!".

Mas Deus, interrompendo o meu pensamento, disse:
- Quem não sabe és tu!
- Como, Senhor? Então aquele homem...
- Sim, é um santo, porque perdoou quando foi preciso!
- E o segundo?
- É mais santo ainda,
porque não viu ali a
necessidade de perdoar.

E como eu fiquei perplexo,
com o olhar perdido na incompreensão
e na dúvida, Ele disse-me:
- O espinheiro fere, porque é espinheiro.
Ainda que ele quisesse nunca poderia perfumar.
O primeiro homem sentiu a dor da ferida,
e como não sabia nada,
atribuiu a culpa ao espinheiro.
Mas, como era puro de coração, perdoou.

O outro homem sentiu a mesma dor,
mas como sabia que qualquer espinheiro fere,
pois o espinheiro é assim,

não se sentiu ofendido. E assim não tinha o que perdoar.” Desde então sofro menos quando os espinhos me ferem. Dói-me na alma a ferida, mas a minha alma sabe que não há ofensa. É assim que do meu peito brota um piedoso amor pelo espinho que não chegou a ser flor. O meu sofrimento transforma-se em ternura porque já aprendi a não ver ofensa onde não há! Mas quando assim sinto, mesmo que o que me ofendeu e/ou feriu... então, assim como Cristo me ensinou, sigo a perdoar!”

(Desconheço o autor)