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Numa tarde de Outono



Hoje parei...
No silêncio da tarde
Mesmo junto ao mar...
Olhei o horizonte
... e vi a imensidão...
Deixei-me então levar!


Fechei o meu olhar...
Emocionada, encantada,
Deixei-me chorar...
Ali junto ao mar...
Onde, se vê o mundo...
E se percebe que é preciso remar

 
Abri de novo o olhar...
E vi que o vento
Traz o tempo...
Num rodopio de tempo,
De vento e de mar,
Por momentos deixei-me sonhar!


Pus-me então a imaginar...
O que haveria para além do mar:
Um mundo novo a brilhar...
Outras ondas a rebentar...
O tempo que não pára de girar
Novas praias, banhadas pelo mar!

 
Hoje, junto ao mar…
Fechei o meu olhar...
Na Tua presença, pus-me a rezar!

Seja feliz, apesar da crise…


Algumas medidas que podemos adoptar,

para tornar esta crise um pouco mais suave:


1. Seja solidário. Dê. Tem provavelmente, roupa que já não usa, brinquedos que estão a um canto. Ofereça. Há quem precise.
Contribua no Banco Alimentar contra a Fome (um fim-de-semana em Dezembro e um em Maio). Compre enlatados, leite de longa duração, arroz, massas, azeite, etc.
Há quem esteja a passar por situações horríveis e não tem que comer.
Essa ajuda chegará a quem tem fome.


2. Seja voluntário. Ajude. Há quem viva completamente só e que tem como única companhia,
a televisão. Provavelmente até essa deixará de existir, quando não houver dinheiro para pagar a electricidade. Para esses, 5 minutos da sua companhia, com uma palavra simpática, uma preocupação e um sorriso, vão tornar os dias mais quentes e mais fáceis de ultrapassar.


3. Poupe. Os nossos filhos (e nós), temos que nos habituar a poupar. Tome duches rápidos.
7 Minutos chegam. Quando o seu filho for tomar banho, marque no temporizador da cozinha, 7 minutos. Ao fim desse período, corte-lhe o gás. Apanha um arrepio forte, toma o resto do duche frio, mas a partir do 2º dia, os banhos serão mais curtos. Seguramente. Poupa no gás, na
água e na electricidade. Melhora o ambiente.


4. Faça parte do 'pessoal da marmita'. Eu já aderi, há muito. Leve almoço para o emprego.
Come com mais qualidade e poupa muito. E não é vergonha nenhuma. Vergonha é roubar;
e para isso, já temos em Portugal muitos ladrões.


5. Resista à tentação das montras. Se tem dois pares de sapatos pretos do ano passado, para quê comprar um terceiro?


6. Faça sempre uma lista antes de ir às compras. Quer vá ao supermercado, a uma boutique ou a uma sapataria. Compre apenas o que lhe faz falta.


7. Habitue os seus filhos a vestirem marcas brancas. Há roupa de qualidade feita em Portugal. Utilizar roupa caríssima só porque é de marca, é uma idiotice, não só porque os miúdo crescem depressa, como estamos a habituá-los de uma forma completamente errada e com os valores distorcidos. Não é importante vestir roupa de marca, o importante é estar vestido e não passar frio.


8. Não utilize guardanapos de papel. Praticamente todos nós temos em casa, guardanapos de linho ou de algodão (do tempo dos nossos avós). O contacto com os lábios é muito mais suave, podem ser lavados e reutilizados. Além disso, o papel é caro e destrói o ambiente.


9. Se gosta de doce ou marmelada no pão, faça as compotas em casa. São mais baratas, utiliza fruta da época, não tem conservantes e é uma maneira de reutilizar aqueles frascos de vidro, que guardamos lá em casa. Além disso diverte-se, trabalhando. E pode aproveitar para comprar fruta portuguesa. Alguém me consegue explicar porque os nossos supermercados vendem limões provenientes da América latina, quando temos os limoeiros em Portugal cheios de limões?


10. Leve para o seu emprego uma chávena de café e uma de chá (em loiça ou vidro). Não só ajuda a sua empresa a poupar, como ajuda o ambiente.


11. Ande a pé, sempre que possível. Faz bem à saúde e poupa combustível, poupando também nos impostos.


12. Em vez de carro, utilize os transportes públicos, se possível.


13. Deixe de ser fútil. Para que é que interessam as fotografias da recém-nascida Carlota Maria??? Deixe de comprar aquelas revistas completamente imbecis cheias de fotos de parasitas que nada fazem (...mas se julgam muito importantes).


14. Leia, leia muito. Enquanto lê, relaxa, melhora o seu nível cultural, aprende. E melhor que tudo, deixa de ter tempo para ver televisão.


15. Ponha as máquinas da roupa e da loiça (que gastam muito), a trabalhar depois das 22h. Utilizando a tarifa bi-horária, a electricidade é 50% mais barata durante esse período.


16. Em vez de tomar anti-depressivos, tenha gatos e/ou cães em casa. São os nossos melhores amigos. Estragam-nos algumas coisas, mas são divertidos e esperam todos os dias por nós, com um sorriso e a cauda a abanar.

17. Trabalhe melhor, tenha ideias novas, divirta-se com os seus amigos. Apanhe sol na cara, ande no paredão. E sobretudo, tenha calma!


18. Não perca a esperança. Lembre-se dos mineiros chilenos. Conseguiram sair do buraco e tiveram que se dar bem lá dentro. Nós temos muitos dias de sol que nos aquece. Por enquanto
sobre ele, ainda não pagamos imposto.


19. Apesar de me sentir profundamente triste, preocupada e acima de tudo revoltada com os
últimos acontecimentos (os nossos governantes deveriam ir presos para o resto das suas vidas), não deixo de pensar que temos aqui uma excelente oportunidade para mudarmos os nossos hábitos, a nossa forma de estar na vida e sobretudo voltarmos a dar valor àquilo que tem realmente valor, como o amor, a solidariedade, a amizade e a educação.


Sejamos felizes!
(Recebido por e-mail)
 

Dia da Água

"A água que flui renova a vida no seu interior, a água parada deteriora."
provérbio chinês.



QUARESMA

O que há de novo hoje?



Questiono todas as manhãs a árvore que está de fronte da janela da sala:
"O que há de novo hoje?"
A resposta vem sem demora, dada em uníssono por centenas de folhas:
"Tudo".
(Christian Bobin)



Faz de cada dia um constante recomeço…
Escreve cada dia no livro da vida as mais lindas palavras: inventa, busca conhecer, inova, arrisca, chora (se for preciso), ri, sorri, canta, dança, (a vida tem muitos ritmos), toma um banho de chuva, de chuveiro, de areia, na piscina e no mar… ao menos uma vez na vida, faz planos e realiza-os, lembra-te sempre dos ensinamentos dos teus pais quando eras ainda uma criança, não desacredites da sua capacidade, não dês atenção às invejas, aos ciúmes, às fofoquices… sê paciente e sobretudo não deixes de intervir quando é necessário...


O Professor - Educador


Deixo uma homenagem a todos os educadores/ professores, colegas e amigos, neste dia. Com muita coragem!





O Professor

"És o semeador da parábola.
Não te preocupes onde caem as sementes.
Semeia sempre.
A cada um será dado segundo suas obras.
Se a tua semente não germina,

examina com confiança tuas acções;
Faz a tua auto-crítica:

reconhece teus enganos;

recomeça com o teu exemplo,

com humildade, lutando contra

os desenganos da vida,

semeando o amor, o respeito, a fé,

a confiança no próximo e em Deus.
E se ainda, não brota a tua semente,

insiste sempre, com paciência,

regando com amor a terra árida

da sementeira alcançando o adubo

da compreensão, removendo a mata

da discórdia e deixando que a luz do Sol,

da fé possa trazer seus raios para a floração
perfeita da primavera.
E no fim de cada jornada de trabalho,

ora a Deus pedindo-lhe amparo e protecção,

para que a tua paciência não falte,

para que o teu amor não se esgote.
Luta com confiança contra todos os obstáculos

que possam surgir na caminhada de Mestre e Professor."


Tirado da net - (desconheço a autoria)

Tens o teu anjo da guarda

«Tão grande é a dignidade das almas que cada uma, desde o seu nascimento, tem um anjo da guarda.»
São Jerónimo
















«Em qualquer casa, em qualquer sítio onde estiverdes, respeitai o vosso bom anjo, porque ele está presente; ele está bem próximo de vós; ele não está somente convosco, mas ele está para vós, procurando proteger-vos e ser-vos útil.
Com um anjo ao vosso lado, que poderíeis temer? O vosso anjo não se pode deixar vencer, nem enganar; ele é fiel, prudente, poderoso: porque então temer?
Se alguém tivesse a felicidade de ver cair o véu que lhe cobre os olhos, veria com que cuidado, com que solicitude os anjos estão no meio daqueles que oram, dentro daqueles que meditam, no leito daqueles que descansam, na cabeça daqueles que governam e mandam.»

São Bernardo

Saber parar…



“Para tudo há um tempo debaixo dos céus:

Tempo para nascer e tempo para morrer,
Temp
o para procurar e tempo para perder,
Tempo para guardar e tempo para deitar fora” (Ecle 3,1.6).


Em tempo de férias é sempre oportuno reflectirmos sobre

o bem mais precioso da nossa vida: o tempo.
Perguntem
ao estudante que reprovou, quanto vale um ano!

Perguntem à mãe que teve o bebé prematuro, quanto vale um mês!

Perguntem aos namorados que não se viam há muito, o valor de uma hora!

Para perceber o valor de um minuto,

perguntem ao passageiro que perdeu o avião!

Para perceber o valor de um segundo,

perguntem a uma pessoa que conseguiu evitar um acidente!

Assim nos mostra a vida como é precioso cada ano,

cada dia, cada hora ou fracção de tempo.

Será por isso que se diz que “o tempo é dinheiro”?

Ou será que o tempo, como a moeda,

se vai desvalorizando na nossa vida cronometrada do dia-a-dia?

E, no entanto, Deus dá-nos todo o tempo do mundo de graça.

De graça…


Os antigos consideravam

que a verdadeira ocupação do homem

era não fazer nada.


Os monges tentaram manter vivo este ideal do homem

ciente da sua vocação: não fomos criados para trabalhar,

mas para louvar o criador;

estamos neste mundo não para explorar a terra,

mas para cuidar do jardim da criação.

Reza e trabalha

(ora e labora),

foi a fórmula de equilíbrio

encontrada pelos

mestres espirituais

que sempre consideraram

o ócio e a contemplação

tão importantes como o trabalho.



Na escola, na família e na sociedade

preparam-nos para o trabalho,

mas não nos preparam para o ócio

nem nos ensinam a saber “perder tempo”.


Não nos faltam meios e propostas para matarmos o tempo,

em vez de nos ensinarem a arte de vivê-lo com sabedoria:

uns matam o tempo diante do televisor,

outros “ocupando os tempos livres”

para que nunca estejam livres;

outros em actividades radicais,

para que nunca cheguem

à raiz das coisas e dos problemas…

Matamos o tempo

para não nos cruzarmos com a morte,

e fugimos à morte

para não nos encontrarmos com a vida.

Passamos a vida a correr contra o tempo,

a lamentar-nos que “não temos tempo”,

quando afinal o tempo só nos foge

porque nós corremos contra ele.



Construímos vias rápidas e máquinas velozes

para ganhar tempo, mas é o tempo que foge

e passa depressa sem nos permitir

contemplar a paisagem de cada dia

e saborear as paragens

que a vida nos proporciona.

Tornamo-nos escravos do relógio

e cada vez sabemos

menos “a quantas andamos”.


Na ilusão de corrermos contra o tempo

estamos a correr contra nós,

pois não vivemos realmente

e acabamos por queimar o tempo e a vida.

Como é difícil valorizar o tempo presente

que Deus nos dá, vivendo o ritmo quotidiano da vida...


Os mais velhos continuam a sonhar com o passado

sempre “muito melhor” (no meu tempo é que era bom!),

enquanto os mais jovens vivem

obcecados com o futuro.

Vamos assim contando os dias e os anos

sem vivermos cada momento e cada dia:

uns sempre atrasados ou desactualizados,

outros tão avançados que parecem

viver n outro planeta e fuso horário.


Necessitamos de reaprender a arte do ócio,

de dar tempo a nós mesmos, à família, aos amigos.












Precisamos aprender a perder tempo com coisas “inúteis”:

pararmos a admirar o mistério do amanhecer,

saborear a brisa da madrugada que nos fala de Deus,

escutar a polifonia dos pássaros que cantam sem contrato,

ouvir o silêncio das criaturas e decifrar as mensagens das estrelas…


O tempo de férias constitui uma ocasião

propícia para acertarmos a vida

pelo relógio do sol e pelo ritmo das criaturas.

É o tempo em que podemos

tapar os ouvidos ao bater das horas,

para escutarmos mais as batidas do coração.


Longe de ser um tempo para “passar” ou mal gasto,

as férias deveriam ser o tempo bem empregue:

onde conseguimos arranjar agenda para nós

e para os outros; onde redescobrimos

que o dinheiro não é tudo,

que as melhores coisas da vida não se compram,

pois são grátis, são graça.


Longe de ser um tempo de evasão,

as férias deveriam ser tempo de encontro,

de reflexão, de avaliação;

deveriam ser uma ocasião para passarmos

do tempo de fazer (ter que fazer), para o tempo de viver,

o tempo de experiência da autenticidade e da criatividade;


Uma oportunidade para

passarmos das evasivas utopias

da máquina do tempo para

voltarmos a “ter tempo”

e a vivê-lo com magia e fantasia infantil.


Quem dera

que pelo menos

as nossas férias

fossem um tempo

da experiência

compartilhada

com o outro,

tempo favorável ao encontro,

tempo cheio de significados.


Como tão bem observou Marcel Proust:

“Uma hora não é uma hora, é um vaso

cheio de perfumes,

sons, projectos e climas”.


Uma vida não é vida se não for
assim:
cheia de perfumes,
sons, projectos e climas.


Pois, afinal, a vida não é o tempo

e os anos que vamos contando,

mas uma história de tempos,

lugares e encontros cheios de tudo isso.


Dizia a raposa ao Principezinho,

“foi o tempo que perdeste com

tua rosa que fez a tua rosa tão importante”.

Porque esta continua a ser uma verdade

esquecida dos homens, é importante

que haja quem saiba

e ensine a “perder tempo”

com o mais importante.

E o mais importante,
continua a ser
“criar laços” e
“deixar-se cativar”.