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Pedras, tantas e tão variadas!



"Assim como as pedras são polidas pelo atrito, as provações tornam o homem brilhante."
 Provérbio Indiano
 

 Ao longo das minhas jornadas
 Caminhando, vou pensando…
 Em tantas e tão variadas,
 As pedras que vou encontrando!
 Pedras miúdas, grandes, enormes
 Redondas, bicudas, disformes
 Estáticos rochedos, pedregulhos
 Pedras de tropeço e de entulhos…

 Pedras duras, frias, geladas
 Escondidas em tantos corações
 Pedras polidas das calçadas
 Gastas pelo inverno das erosões!
 Pedras robustas, sisudas, altivas
 Pedras que servem de pilar
 Pedras mudas, pedras vivas
 Pedras lapidadas para o altar!

 Pedras, rocha firme de salvação
 Pedras que procuro no caminhar…
 Pedras abençoadas, de construção
 Pedras grandiosas, esculpidas para admirar!
 Pedras de sonhos belos
 Pedras branquinhas lisas ou toscas
 Pedras, fortaleza de grandes castelos!
 Pérolas saídas das ostras!

 Pedras preciosas reluzentes
 Pedras de ostentação e de beleza
 Pedras, brilhantes da natureza
 Como as almas puras e transparentes…
 Pedras, tantas e tão variadas
 As pedras que vou encontrando,
 Pedras que me são atiradas
 Pedras que vou apanhando!...

 São as pedras que fazem o caminho!
 Por onde quero andar...
 Pedras que são o meu chão
 Pedras que levam à perfeição!
 
 
 
 

Porque há sempre outro caminho...


Porque ousaram deixar as suas próprias terras;
Porque foram audazes quanto baste a ponto de se predisporem à caminhada;
Porque não se bastaram a si mesmos;
Porque arriscaram seguir um «sinal» do Céu;
Porque não temeram obstáculos, dificuldades e até o poderem perder-se;
Porque não hesitaram fazer perguntas;
Porque não se detiveram diante da falácia e da mesquinhez dos demais;
Porque perceberam que o caminho da vida se faz caminhando;
Porque decidiram acreditar mais no olhar para o «alto» que para o próprio «umbigo»;
Porque se deixaram comover pela simplicidade e pelo despojamento;
Porque se prepararam interiormente para o Encontro;
Porque ofertaram aquilo que eram e aquilo que tinham;
Porque entraram destemidamente naquela Gruta;
Porque souberam ver com os olhos da alma e do coração mais que com os do corpo;
Porque abraçaram a grandeza de se saberem prostrar e ajoelhar;
Porque perderam receios e vergonhas de deixar velhos ídolos;
Porque ousaram a «aventura divina» da fé;
Porque «mergulharam» na mais bela das atitudes humanas: a contemplação de Deus;
Porque reconheceram naquele Menino o Senhor e o Deus das suas vidas;
Porque, simplesmente, acreditaram na «cena» mais pobre mas também a mais profunda de toda a história humana: o Presépio;
Porque reconheceram naquela Criança a plenitude da existência;
Porque Lhe entregaram ouro, incenso e mirra, como a um verdadeiro Deus e Rei;
Porque nos ensinam o verdadeiro sentido da nossa própria existência;
Hoje, agora, também nós, como os Magos do Oriente, ousemos iniciar este novo Ano “por outro caminho”!
Na verdade, quem encontra Deus, não permanece na mesma, não fica igual ao que era… arrisca avançar na vida sempre “por outro caminho”…

(Desconheço autoria)

Um coração alegre














O maior desejo de Jesus

é que tenhamos um coração

alegre e que ninguém possa

tirar-nos essa alegria ( Jo 16,22 ) .

É a intenção da oração de súplica:

"até agora não pediste nada em meu nome;

pedi e recebereis.

Assim a vossa alegria será completa" (Jo 16,24).



É também o motivo da vinda de Jesus,

para trazer a vida e a alegria:

" Eu vim para que tenham vida

e a tenham em abundância" (Jo 10,10)

Mistério admirável!
















O cálice da bênção que abençoamos não é a comunhão do Sangue de Cristo? E o pão que partimos não é a comunhão do Corpo de Cristo? Uma vez que há um só pão, nós, embora sendo muitos, formamos um só corpo, porque todos nós participamos do mesmo pão" (I Cor. 10, 16-17).

O Pão e o vinho, sobre a mesa, antecipam o gesto supremo da vida de Jesus entregue, por amor!

Ele é o Pão e o vinho.

Ele é o dom.

Ele é a memória.

Corpo e o Sangue de Cristo, são-nos dados, para que também nós sejamos transformados. Mistério admirável!

“Se O recebestes bem, vós mesmos vos tornais n’Aquele que recebestes”

(Santo Agostinho)

Pela Eucaristia, Cristo une a Si cada um de nós e, por meio d’Ele, une-nos, uns aos outros, num só Corpo.