Quando se ama...


«Quando se ama, deseja-se bem ao ser amado.»

B. Isabel da Trindade

Quem não desejará
Tornar-se pequeno,
como a criança?
Viver nas mãos de Deus…
d’Ele tudo receber,
como preciosa dádiva?
Aprender a repartir
com grandeza de alma
tudo o que recebe…
O amor que tem
no seu coração?

Oração para pedir a Chuva


Foi em 1976 que o Papa Paulo VI compôs esta oração, ano em que a Europa estava a sofrer um prolongado período de seca. Como então, creio que precisamos de novo, rezar:

Deus, nosso Pai, Senhor do Céu e da Terra (Mt 11, 21)
Vós sois para nós existência, energia e vida (Act 17, 2).
Criastes o homem à Vossa imagem (Gn 1, 27-28)
a fim de que com o seu trabalho ele faça frutificar
as riquezas da terra colaborando assim na Vossa criação.
Temos consciência da nossa miséria e fraqueza:
nada podemos fazer sem Vós (Jo 15, 5).
Tu, Pai bondoso, que sobre todos fazes brilhar o sol (Mt 5, 45)
e fazes cair a chuva,
tem compaixão de todos os que sofrem duramente
pela seca que nos ameaça nestes dias.
Escuta com bondade as orações que Vos são dirigidas
com confiança pela Vossa Igreja (Lc 4, 25),
como satisfizestes com as súplicas do profeta Elias (1Rs 17, 1)
que intercedia em favor do Vosso povo (Tg 5, 17-18).
Fazei cair do céu sobre a terra árida
a chuva desejada
a fim de que renasçam os frutos (Tg 5, 18)
e sejam salvos homens e animais (Sl 35, 7).
Que a chuva seja para nós o sinal
da Vossa graça e da Vossa bênção:
assim, reconfortados pela Vossa misericórdia (Is 55, 10-11),
dar-Vos-emos graças por todos os dons da terra e do céu,
com os quais o Vosso Espírito satisfaz a nossa sede (Jo 7, 37-38).
Por Jesus Cristo, Vosso Filho, que nos revelou o Vosso amor,
fonte de água viva, que brota para a vida eterna (Jo 4, 14).
Ámen.

(Oração do Papa Paulo VI)


Luz terna, suave...



Luz terna, suave, no meio da noite,
Leva-me mais longe.
Não tenho aqui morada permanente:
Leva-me mais longe.
Que importa se é tão longe para mim
A praia onde tenho de chegar
Se sobre mim levar constantemente
Poisada a clara luz do Teu olhar
Nem sempre Te pedi como hoje peço
Para seres a Luz que me ilumina
Mas sei que ao fim terei abrigo e acesso
Na plenitude da Tua luz divina.

Esquece os meus passos mal andados
Meu desamor perdoa e meu pecado
Eu sei que vai raiar a madrugada
E não me deixarás abandonado
Se Tu me dás a mão, não terei medo
Meus passos serão firmes no andar
Luz terna, suave, leva-me mais longe:
Basta-me um passo para a Ti chegar.

Hino de Liturgia das Horas (Completas)


O mundo é melhor do que o pintamos!


Todos os dias há um novo começo!
É o dinamismo da vida que nos faz desinstalar e encarar tudo de novo. Nunca se está na mesma... apesar de nos apercebermos do grande pessimismo que paira à nossa volta.
Vamos ouvindo por toda a parte: "Está tudo perdido"; "Já não há remédio"; "Isto não tem solução"...
e por aí adiante.
Hoje dei comigo a pensar nestas expressões e outras semelhantes; e, ao mesmo tempo a dizer para mim mesma, não é bem assim!... Não podemos embarcar nestas ondas, vazias de esperança!
Hoje é outro dia. Vamos lá olhar, com os olhos de hoje, ler, acreditar que é possível, agarrar esta oportunidade e com determinação, avançar!
De novo, de novo, sempre de novo. Nada de baixar os braços... A vida é mesmo assim!
Uma vida, nada mais. Vida que é limitada, mas ao mesmo tempo, se estende e transcende,
capaz de voar nas asas da esperança.
Vale a pena perceber os desafios: uma vida capaz de ver algo mais, onde parece, nada existir; capaz de ir em busca da fonte e beber, gratuitamente; uma vida que se dispõe a escavar na terra árida; se dispõe a buscar para encontrar; e, se deslumbra com trigo no campo, com a flor branca à beira do caminho, com o nascer do sol ou com a lua e as estrelas...
Vale a pena depositar no campo fértil do nosso coração, sementes de esperança e, acreditar na força do amor que as faz germinar e dar fruto, muito fruto!...
Vale a pena ter esperança. O mundo é melhor do que o pintamos!

Tempo da Quaresma


Olhai, Senhor, a noite que nos cobre,
A fúria do pecado sobre a terra;
Olhai a injustiça, olhai a guerra,
Olhai para o cativo e para o pobre.
 
Olhai a humanidade dividida,
Olhai os transviados, os sem norte,
A força da mentira, o erro, a morte
E sobretudo o amor faltando à vida.
Rebanho sem pastor nos montes bravos,
Que seremos sem Vós neste deserto?
Sem Vós, ó Cristo, neste mundo incerto,
Não somos homens livres mas escravos.
Salvai, Senhor, o vosso povo aflito,
Que nos seus próprios erros vive errante;
Da morte libertai-nos, triunfante,
Como Israel salvastes do Egipto!
Da morte e do pecado
Libertai-nos, Senhor.
Contritos, esperamos
Vossa Páscoa de Amor.
Hino da Liturgia das Horas

Um dos hinos mais belos da liturgia

Atei os meus braços com a tua Lei, Senhor,
E nunca os meus braços chegaram tão alto.
Ceguei os meus olhos com a tua Luz, Senhor,
E nunca os meus olhos viram tão longe!
Só desde que Te dei a minha alma, Senhor,
Ela é verdadeiramente minha.

Por isso, hei-de subir até à Vida,
Despedaçando o corpo na subida.
Por isso, hei-de gritar, de porta em porta,
A mentira das noites sem estrelas;

Hei-de fazer florir açucenas nos meus lábios;
Hei-de apertar a mão que me castiga;
Hei-de beijar a cinza dos escombros;
Hei-de esmagar a dor
E hei-de trazer, aqui, sobre os meus ombros,
A tua cruz, Senhor!

(Hino do Ofício de Leitura das Sextas-feiras)

O cerne da vida cristã...



É o um desafio e ao mesmo tempo uma oportunidade…


Diz-nos o Papa Bento VI: “A Quaresma oferece-nos a oportunidade de refletir mais uma vez sobre o cerne da vida cristã: o amor. Este é um tempo propício para renovarmos, com a ajuda da Palavra de Deus e dos Sacramentos, o nosso caminho pessoal e comunitário de fé. Trata-se de um percurso marcado pela oração e pela partilha, pelo silêncio e pelo jejum, com a esperança de vivermos a alegria pascal.”

Vamos deixar-nos interpelar pelo cerne da vida cristã: o amor!


Em primeiro lugar o amor que Deus é em Si mesmo!…


Isto, naturalmente, pela oração mais intensa, pois só assim deixaremos que se molde e transforme o nosso íntimo, dando lugar àquilo que verdadeiramente importa.


O grande desafio é deixar-se encantar e encontrar pelo Amor que renova e transforma: Deus!


E a esperança, nascerá!… É a Páscoa!

Como olhamos o mundo, hoje?


Olhamos hoje a nossa sociedade e, verificamos as grandes e múltiplas dificuldades porque está a passar, do ponto de vista económico e social. E, não nos é difícil prever que a situação de desemprego vai crescer, (e outras) com todas as suas consequências…Este cenário é atual, é nele que vivemos, no aqui e agora da nossa história.É um tempo propício, como cristãos, para olharmos à nossa volta e, percebermos, por um lado os desafios que o mundo nos coloca; por outro, o que é que Deus nos (me) está a querer dizer…É que não é indiferente, não pode mesmo ser, a nossa presença no mundo. Temos que nos pautar pela diferença e isso tem de se notar. Se o que nos move é Deus e o seu amor pela humanidade, a ponto de nos enviar o seu próprio Filho, como Presença e Salvação, então os nossos gestos e atitudes, mais do que palavras, têm de dizer que vale a pena a Esperança!Nestes tempos, é urgente dizer ao mundo, pelo testemunho, os valores que dão sentido à vida humana, mesmo em tempos de crise e situações difíceis. É nossa missão viver e ajudar outros a viver esses valores, para que seja verdade e real a dignidade de cada pessoa, sabendo que esta, não está no que se tem, mas no que se é e, sobretudo, na sua capacidade de amar.O nosso modo de viver é crucial, para que a ninguém falte o essencial em termos materiais e, ao mesmo tempo, aumente o interesse pelos verdadeiros valores humanos e cristão que nos vêm da fé, da esperança e da caridade.

Que este seja o nosso compromisso para o tempo da Quaresma que se aproxima. Boa Quaresma!

Porque há sempre outro caminho...


Porque ousaram deixar as suas próprias terras;
Porque foram audazes quanto baste a ponto de se predisporem à caminhada;
Porque não se bastaram a si mesmos;
Porque arriscaram seguir um «sinal» do Céu;
Porque não temeram obstáculos, dificuldades e até o poderem perder-se;
Porque não hesitaram fazer perguntas;
Porque não se detiveram diante da falácia e da mesquinhez dos demais;
Porque perceberam que o caminho da vida se faz caminhando;
Porque decidiram acreditar mais no olhar para o «alto» que para o próprio «umbigo»;
Porque se deixaram comover pela simplicidade e pelo despojamento;
Porque se prepararam interiormente para o Encontro;
Porque ofertaram aquilo que eram e aquilo que tinham;
Porque entraram destemidamente naquela Gruta;
Porque souberam ver com os olhos da alma e do coração mais que com os do corpo;
Porque abraçaram a grandeza de se saberem prostrar e ajoelhar;
Porque perderam receios e vergonhas de deixar velhos ídolos;
Porque ousaram a «aventura divina» da fé;
Porque «mergulharam» na mais bela das atitudes humanas: a contemplação de Deus;
Porque reconheceram naquele Menino o Senhor e o Deus das suas vidas;
Porque, simplesmente, acreditaram na «cena» mais pobre mas também a mais profunda de toda a história humana: o Presépio;
Porque reconheceram naquela Criança a plenitude da existência;
Porque Lhe entregaram ouro, incenso e mirra, como a um verdadeiro Deus e Rei;
Porque nos ensinam o verdadeiro sentido da nossa própria existência;
Hoje, agora, também nós, como os Magos do Oriente, ousemos iniciar este novo Ano “por outro caminho”!
Na verdade, quem encontra Deus, não permanece na mesma, não fica igual ao que era… arrisca avançar na vida sempre “por outro caminho”…

(Desconheço autoria)

Vigiai!...


Neste primeiro domingo do advento, início de um novo ano litúrgico e de uma nova caminhada que nos há-de levar ao Natal de Jesus…
Neste momento actual da nossa história, marcado por tantas e diversas dificuldades; como cristãos, somos desafiados a uma constante atitude de vigilância. “O que vos digo a vós, digo-o a todos: Vigiai!” Assim terminava o evangelho de hoje. Ser e estar vigilante, exige de cada um de nós coragem, audácia, compromisso, uma grande capacidade de silêncio, de escuta e de esperança!



Este, é de facto um tempo singular, no sentido de nos lançarmos confiantes, numa verdadeira relação de abandono a Deus, nosso Pai; tal como o barro nas mãos do oleiro, que se deixa moldar e ser obra das suas mãos! Assim nos exorta o Profeta Isaías.


Que este tempo de advento seja para todos e cada um de nós, um tempo favorável à virtude da esperança, revigore em nós a fé e nos envolva na chama da caridade. Vigilantes com Cristo, sejamos, no mundo, testemunhas do Senhor que vem! Maranatha!

Hino da liturgia

 

Ó Sol nascente,
Que Vos ergueis por sobre nós, mortais,
Iluminando os cegos de nascença
Na luz do vosso rosto:
Vinde, Jesus,
Estrela da manhã!
Cantamos vossa Vinda gloriosa.

Pascal Cordeiro,
Que em vosso Sangue resgatais do exílio,
Reconduzindo as almas desgarradas
À Terra Prometida:
Vinde, Jesus,
Pastor das águas vivas!
Cantamos vossa Vinda gloriosa.

De Deus bendito,
Em quem o Pai Eterno Se compraz:
Vós nos viestes baptizar, morrendo
Por todos nós, outrora.
Vinde, Jesus,
Divino Rei dos Justos!
Cantamos vossa Vinda gloriosa.

Rochedo novo,
Donde dimana a vida como um rio:
Vós nos viestes saciar a sede,
Abrindo o Coração.
Vinde, Jesus,
Divina Fonte clara!
Cantamos vossa Vinda gloriosa.

(Laudes de hoje)

Desafio-te a dizeres quem sou EU para ti!


Encontrar Jesus, ou melhor, deixar-se encontrar por Ele, é a única realidade que verdadeiramente, pode mudar a nossa vida! Desta forma, surge e permanece para sempre a questão nunca cabalmente respondida: «Quem é Jesus para mim?». Esta é a questão que Jesus outrora fez aos seus amigos e companheiros de jornada. “Vós, quem dizeis que Eu sou?”



Esta, é sem dúvida uma questão pertinente, também para nós e para o nosso tempo. Mais importante do que o que dizem por aí de MIM...Sim, compreendo que digam essas e outras coisas… Mas, o que Eu quero mesmo é saber quem sou Eu para ti? Sou mesmo importante para ti?... 


Se Jesus é para nós O SENHOR... Então, essa verdade de fé, tem implicações na nossa vida. Então, a nossa vida de relação, tem um dinamismo pleno de novidade que é ao mesmo tempo anúncio e testemunho, expressão do nosso ser e agir quotidiano, imprime em nós um novo “estilo de vida”!
Não será esta a “novidade” que o mundo, hoje, espera de mim e de ti, cristão do século XXI?
Desafio-me e a ti também, a responder a esta pergunta frontal de Jesus: “Tu, quem dizeis que Eu sou”?

É o desafio que partilho contigo, amigo que me visitas.


Para tudo na vida é preciso equilíbrio...


A vida deve ser uma constante busca de equilíbrio entre o:


Ser alegre…e não inconveniente.


Ser sincero…e não magoar.


Ser firme nas ideias…e não arrogante.


Ser humilde… e não submisso.


Ser rápido… e não impreciso.


Ser contente… e não complacente.


Ser despreocupado…e não descuidado.


Ser amoroso…e não pegajoso.


Ser pacífico…e não passivo.


Ser disciplinado… e não rígido.


Ser flexível… e não frouxo.


Ser comunicativo… e não exagerado.


Ser obediente… e não cego.


Ser doce… e não melado.


Ser moldável… e não tolo.


Ser introspectivo…e não enclausurado.


Ser determinado…e não teimoso.


Ser corajoso…e não agressivo.

(Peço desculpa, mas desconheço a autor e onde encontrei o texto. Por sinal interessante...)

TUDO POSSO...


Com São Paulo também Te digo:
Tudo posso, meu Senhor
Meu rochedo, minha força
Porto seguro, meu Salvador…
Auxílio sempre pronto,
Na tribulação e na dor…
Contemplando o Teu rosto
Descubro a força do Teu Amor!
De Ti, Senhor, com coragem e alegria,
Aprendo a viver o Amor
No serviço de cada dia
Renovas em mim todo o vigor.

Teu olhar atento…
Bondade e solicitude
Me enchem de alento,
Disponibilidade e virtude.
Vivendo lado a lado com os outros
Mergulhada em Ti, meu Deus…
Percebo o quanto é importante, dar a vida
Por todos os homens que são filhos, teus.

Deolinda