Sê bem-vindo(a)!... Que este espaço, provoque a reflexão, partilha e encontro... Se quiseres, claro!
Paraíso deslumbrante!...
Alegrai-vos!
Mais do que um título, a
carta dirigida aos consagrados e consagradas para o ano dedicado à vida
consagrada, a iniciar no próximo dia 30 de novembro, início também do novo ano
litúrgico, é sobretudo uma exortação, um apelo a despertar, uma inquietação positiva
da procura, como aconteceu com Santo Agostinho. Uma «inquietação do coração que
leva ao encontro pessoal com Cristo; que o leva a compreender que aquele Deus
que ele procurava longe de si é o Deus próximo de cada ser humano, o Deus
próximo do nosso coração, mais íntimo a nós que nós mesmos». Por isso ele não
se acomoda, não se fecha, não desiste de caminhar até chegar a dizer: “Tu nos
fizeste para Ti Senhor, e o nosso coração está inquieto enquanto não repousar
em Ti”.
Cá está: é uma explosão de alegria que brota do encontro e
do reconhecer que Deus é a única ligação vital, para todos aqueles que são
chamados e tocados por Ele para uma vocação especial de serviço ao Reino. Ide!
– É um imperativo que nos coloca em saída, em êxodo, como dinâmica de anúncio
alegre e feliz. Saí a testemunhar por palavras e sobretudo com a vida,
assumindo o risco que nos vincula a uma coerência de vida – a tua vida diz
aquilo que és! – O mesmo é dizer: obriga-te a um compromisso responsável e
empenho sério, capaz de irradiar e, porque não, contagiar com o teu sorriso,
entusiasmo e todo o teu ser, a paisagem sempre bela que é o mundo, aí onde
estamos enviados(as).
Alegrai-vos, é também um convite a irmos ao essencial: Deus que a
todos ama! Só Ele é o absoluto, só Ele pode de fato saciar a nossa sede e dar
resposta às questões mais profundas do coração humano. Viver na alegria, como
dom e agir em conformidade, com disponibilidade de coração, coragem e entrega
ao serviço para edificação do bem comum. Acolhamos o desafio!
Um sonho divinal!
Peguei nas minhas asas de magia
E sonhei... um sonho divinal!
Voei então, até ao infinito…
Até onde me levou a fantasia...
Fui subindo, subindo…
Cheguei às alturas!
Lá, onde moram as nuvens,
Branquinhas e puras…
Lá onde brilham as estrelas,
Que alumiam a escuridão…
E, eu tão cheia de emoção
Deixei-me levar…
Nos braços da oração!
Por esse elo de Amor…
- meu Deus e Senhor!
E subi à contemplação
Num momento de louvor,
E de grande gratidão…
Com paz e alegria no coração.
Depois deste sonho divinal
Cheia de luz à terra eu descia,
E neste cantinho virtual
Acordei, a escrever poesia!
Vigiai!...
Neste momento actual da nossa história, marcado por tantas e diversas dificuldades; como cristãos, somos desafiados a uma constante atitude de vigilância. “O que vos digo a vós, digo-o a todos: Vigiai!” Assim terminava o evangelho de hoje. Ser e estar vigilante, exige de cada um de nós coragem, audácia, compromisso, uma grande capacidade de silêncio, de escuta e de esperança!
Este, é de facto um tempo singular, no sentido de nos lançarmos confiantes, numa verdadeira relação de abandono a Deus, nosso Pai; tal como o barro nas mãos do oleiro, que se deixa moldar e ser obra das suas mãos! Assim nos exorta o Profeta Isaías.
Que este tempo de advento seja para todos e cada um de nós, um tempo favorável à virtude da esperança, revigore em nós a fé e nos envolva na chama da caridade. Vigilantes com Cristo, sejamos, no mundo, testemunhas do Senhor que vem! Maranatha!
É Natal!...

É Natal…
Oh! Que alegria!
Não há melhor companhia
A de Jesus, filho de Maria
Presença que extasia…
Cumpre-se a Profecia…
Em Belém, “Emanuel”, nascia!
E a esperança renascia!
Entre sonhos e fantasia,
Oh, noite escura e fria,
Brilha a estrela e anuncia…
O aniversariante deste dia,
Emanuel, nossa Alegria!...
É Natal… o novo dia!...
Preenche este mundo real
Esta vida tão habitual,
Até demasiado normal…
Sê para os homens Sinal,
Do Amor celestial…
Convite e encontro actual,
Todos acorrem ao local…
Profundo mistério, o Natal…
Dia de S. Martinho
Como foi o vosso Magusto? Muitas castanhas e água pé?
Na Escola/Jardim de Infância fazíamos sempre o Magusto. Até tínhamos uma cantiga que já não me lembro toda:
"S. Martinho é, santo milagreiro,
Certo dia, sob o vendaval e a neve, equipado e armado, montado a cavalo, S. Martinho viu um mendigo seminu, tiritando de frio, estendendo para ele a sua pobre mão ossuda e congelada.
O Santo parou o cavalo, tomou com caridade a mão desse abandonado e, em seguida, tomou da espada, cortou pelo meio a sua capa de agasalho, deu metade dela a esse miserável peregrino e, envolto na outra metade, sacudiu a rédea e prosseguiu através da tormenta, do vento e da neve.
Subitamente, porém, no caminho do soldado, a tempestade desfez-se, amainou o tufão e a geada, o céu descobriu instantaneamente, como por encanto, a sua profundidade límpida e azul, e um sol acariciante e resplandecente inundou a terra de alegria e vestiu de luz e calor esse cavaleiro caridoso.
Deus, reconhecido, para que não se apagasse da memória dos homens a notícia deste acto de bondade, praticado por um dos seus eleitos, dispôs que em cada ano, na mesma época em que S. Martinho se desfez da metade da capa, por alguns dias se interrompesse o Inverno, cessasse o frio, sorrisse o céu e a terra, e um calor saudasse a natureza, sempre insensível à vontade dos homens, em memória daquele que, em certo dia, humilde soldado, trotando a sós por um caminho, desafiou e venceu a fúria insuperável dos elementos.
E por isso se chama o "Verão de S. Martinho"



