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Vida simples...



Detenho-me a ver a vida...
pela janela das palavras simples!
Não tão simples como a vida...
Que nos ensina a procurar,
as coisas mais simples p'ra dizer a vida! 

Vida simples como o amor,
que encanta e dá valor!
Vida que dia a dia
é desafio, é incerteza,
da vida simples na sua dureza...

Vida simples, a criança!

Que brinca alegre e feliz...
Em nada, põe maldade,
quer apenas conhecer
a vida na simplicidade!

Vida simples, é amar!

Com palavras ou simples gestos,
é ter carinho para dar,
nessa forma de ser e estar,
ter coração e ajudar!...
 



Lição da criança sobre a amor!

       Numa sala de aula, havia várias crianças.
       Quando uma delas perguntou à professora:
       - Professora, o que é o amor?
       A professora sentiu que a criança merecia uma resposta à altura da pergunta inteligente que fizera. Como já estava na hora do recreio, pediu para que cada aluno desse uma volta pelo pátio da escola e trouxesse o que mais despertasse nele o sentimento de amor.
       As crianças saíram apressadas e, ao voltarem, a professora disse:
       - Quero que cada um mostre o que trouxe consigo.
       A primeira criança disse:
       - Eu trouxe esta flor, não é linda?
       A segunda criança falou:
       - Eu trouxe esta borboleta. Veja o colorido de suas asas, vou colocá-la em minha colecção.
       A terceira criança completou:
       - Eu trouxe este filhote de passarinho. Ele havia caído do ninho junto com outro irmão. Não é uma gracinha?
       E assim as crianças foram se colocando.
       Terminada a exposição, a professora notou que havia uma criança que tinha ficado quieta o tempo todo. Ela estava vermelha de vergonha, pois nada havia trazido. A professora se dirigiu a ela e perguntou:
       - Meu bem, por que você nada trouxe?
       E a criança timidamente respondeu:
       - Desculpe, professora. Vi a flor e senti o seu perfume. Pensei em arrancá-la, mas preferi deixá-la para que seu perfume exalasse por mais tempo. Vi também a borboleta, leve, colorida. Ela parecia tão feliz que não tive coragem de aprisioná-la. Vi também o passarinho caído entre as folhas, mas, ao subir na árvore, notei o olhar triste de sua mãe e preferi devolvê-lo ao ninho. Portanto professora, trago comigo o perfume da flor, a sensação de liberdade da borboleta e a gratidão que senti nos olhos da mãe do passarinho. Como posso mostrar o que trouxe?
       A professora agradeceu à criança e lhe deu nota máxima, pois ela fora a única que percebera que só podemos trazer o amor no coração.

Autor desconhecido

Dia da Mãe!















Hoje, dia de grande valor,

Celebramos a vida maternal;

A marca indelével do amor,

A mulher ternurenta, sem igual.


A fé, a verdade e a justiça

São legados teus, como farol!

Sempre que as trevas nos assolam

És a estrela-luz, tu és o sol!


Mostras que amar é acolher.

Colocas em mim o mel e o sal.

Com olhar singelo, de candura,

Atenta estás ao perigo e ao mal.


Mesmo quando a vida é sofrer,

Assumes, por amor, esse sentir.

Pulsa em ti teu forte querer,

Ansiando o futuro a construir.


Por tudo o que és e de ti tenho,

Te sinto alguém como ninguém.

Inculcas em mim muito de ti;

És referência, sempre, minha mãe!


6/Maio/2007, Dia da Mãe. * JD

Os gestos dizem mais...






"Podemos converter alguém pelo que fazemos nunca pelo que escrevemos."

August Cury

Dia de S. Martinho


Como foi o vosso Magusto? Muitas castanhas e água pé?


Na Escola/Jardim de Infância fazíamos sempre o Magusto. Até tínhamos uma cantiga que já não me lembro toda:


"S. Martinho é, santo milagreiro,
a quem precisou, deu do seu dinheiro.
Castanhas piladas, cozidas, assadas,
é um gosto vê-las,
sempre a saltitar que rico manjar,
vamos lá comê-las"



Para quem não conhece, aqui fica a lenda de S. Martinho:

Certo dia, sob o vendaval e a neve, equipado e armado, montado a cavalo, S. Martinho viu um mendigo seminu, tiritando de frio, estendendo para ele a sua pobre mão ossuda e congelada.
O Santo parou o cavalo, tomou com caridade a mão desse abandonado e, em seguida, tomou da espada, cortou pelo meio a sua capa de agasalho, deu metade dela a esse miserável peregrino e, envolto na outra metade, sacudiu a rédea e prosseguiu através da tormenta, do vento e da neve.
Subitamente, porém, no caminho do soldado, a tempestade desfez-se, amainou o tufão e a geada, o céu descobriu instantaneamente, como por encanto, a sua profundidade límpida e azul, e um sol acariciante e resplandecente inundou a terra de alegria e vestiu de luz e calor esse cavaleiro caridoso.
Deus, reconhecido, para que não se apagasse da memória dos homens a notícia deste acto de bondade, praticado por um dos seus eleitos, dispôs que em cada ano, na mesma época em que S. Martinho se desfez da metade da capa, por alguns dias se interrompesse o Inverno, cessasse o frio, sorrisse o céu e a terra, e um calor saudasse a natureza, sempre insensível à vontade dos homens, em memória daquele que, em certo dia, humilde soldado, trotando a sós por um caminho, desafiou e venceu a fúria insuperável dos elementos.

E por isso se chama o "Verão de S. Martinho"