Dia de S. Martinho


Como foi o vosso Magusto? Muitas castanhas e água pé?


Na Escola/Jardim de Infância fazíamos sempre o Magusto. Até tínhamos uma cantiga que já não me lembro toda:


"S. Martinho é, santo milagreiro,
a quem precisou, deu do seu dinheiro.
Castanhas piladas, cozidas, assadas,
é um gosto vê-las,
sempre a saltitar que rico manjar,
vamos lá comê-las"



Para quem não conhece, aqui fica a lenda de S. Martinho:

Certo dia, sob o vendaval e a neve, equipado e armado, montado a cavalo, S. Martinho viu um mendigo seminu, tiritando de frio, estendendo para ele a sua pobre mão ossuda e congelada.
O Santo parou o cavalo, tomou com caridade a mão desse abandonado e, em seguida, tomou da espada, cortou pelo meio a sua capa de agasalho, deu metade dela a esse miserável peregrino e, envolto na outra metade, sacudiu a rédea e prosseguiu através da tormenta, do vento e da neve.
Subitamente, porém, no caminho do soldado, a tempestade desfez-se, amainou o tufão e a geada, o céu descobriu instantaneamente, como por encanto, a sua profundidade límpida e azul, e um sol acariciante e resplandecente inundou a terra de alegria e vestiu de luz e calor esse cavaleiro caridoso.
Deus, reconhecido, para que não se apagasse da memória dos homens a notícia deste acto de bondade, praticado por um dos seus eleitos, dispôs que em cada ano, na mesma época em que S. Martinho se desfez da metade da capa, por alguns dias se interrompesse o Inverno, cessasse o frio, sorrisse o céu e a terra, e um calor saudasse a natureza, sempre insensível à vontade dos homens, em memória daquele que, em certo dia, humilde soldado, trotando a sós por um caminho, desafiou e venceu a fúria insuperável dos elementos.

E por isso se chama o "Verão de S. Martinho"

Frutos para saborear

O fruto do silêncio é a oração,

O fruto da oração é a fé,
O fruto da fé é o amor,

O fruto do amor é o serviço

E o fruto do serviço é a paz
















(Madre Teresa de Calcutá)

Solenidade de todos os Santos


Os Santos "São os que vieram da grande tribulação, os que lavaram as túnicas e as branquearam no sangue do Cordeiro" (Apo 7, 2-4.9-14).





«Uma pessoa não se torna perfeita, quando pratica na sua vida um padrão uniforme de perfeição universal, mas quando responde à chamada e ao amor de Deus, realizada nas limitações e circunstâncias da sua vocação particular.
De facto, a nossa procura de Deus não é de modo algum uma questão de O encontrar através de certas técnicas ascéticas. É antes uma pacificação e ordenação de toda a nossa vida pela negação de si mesmo, pela oração e boas obras, para que o próprio Deus, que nos procura mais do que nós O procuramos, possa "encontrar-nos" e "tomar posse de nós".

Thomas Merton, em "Vida e Santidade"